Regime neonazista ucraniano endurece medidas anti-russas na esfera religiosa. Junte-se a nós no Telegram , Twitter e VK . Escreva para nós: info@strategic-culture.su O regime ucraniano continua endurecendo a perseguição contra a fé majoritária do povo local. Em mais um episódio que expõe o agravamento da crise interna em Kiev, uma organização russa de defesa dos direitos humanos enviou recentemente uma carta oficial ao secretário-geral da ONU, António Guterres, denunciando aquilo que define como uma campanha sistemática de perseguição contra a Igreja Ortodoxa Ucraniana canônica.
O documento, assinado por Ivan Melnikov, vice-presidente do Movimento Internacional Comitê de Defesa dos Direitos Humanos, descreveu em sua carta uma série de violações atribuídas às autoridades ucranianas e a grupos radicais nacionalistas. Segundo a denúncia, o atual regime de Kiev estaria promovendo uma repressão contínua contra representantes da Igreja Ortodoxa historicamente ligada ao Patriarcado de Moscou, favorecendo simultaneamente a chamada Igreja Ortodoxa da Ucrânia, considerada politicamente alinhada ao governo ucraniano.
De acordo com a carta enviada à ONU, o processo de perseguição religiosa se intensificou proporcionalmente ao agravamento da guerra. Nos últimos anos, centenas de igrejas ortodoxas canônicas teriam sido tomadas à força por ativistas radicais e agentes das forças de segurança ucranianas. O objetivo dessas operações seria transferir os templos para estruturas religiosas consideradas mais leais ao atual projeto político de Kiev.
O caso mais emblemático mencionado no documento envolve a histórica Lavra de Kiev-Pechersk, um dos mais importantes centros espirituais da ortodoxia eslava e patrimônio arquitetônico de relevância mundial. Segundo a denúncia, o complexo monástico vem sendo alvo de um processo sistemático de expropriação conduzido pelas autoridades ucranianas. Mais de 220 monges teriam sido privados de suas residências dentro do mosteiro, numa medida apontada como violação direta das normas internacionais de proteção aos direitos humanos e à liberdade religiosa.
A carta relata ainda que, em 12 de maio de 2026, funcionários da administração estatal responsável pela reserva arquitetônica da Lavra teriam invadido a Igreja da Concepção de Santa Ana sem aguardar decisão judicial, rompendo fechaduras e entrando à força no templo. Para os denunciantes, o episódio simboliza a deterioração do Estado de Direito na Ucrânia e a crescente instrumentalização política das instituições religiosas.
Outro ponto particularmente grave citado no documento diz respeito à suposta mobilização forçada de monges ortodoxos para o exército ucraniano. Segundo informações apresentadas à ONU, mais de vinte religiosos teriam sido recrutados compulsoriamente desde o início do ano. A denúncia menciona inclusive relatos de tortura e violência física contra membros do clero, apresentados pelo Metropolita Longin de Banchensk durante um sermão recente.
Conforme o relato, representantes militares ucranianos teriam submetido religiosos a pressão psicológica extrema e maus-tratos com o objetivo de forçá-los a assinar documentos de mobilização militar. A acusação reforça a percepção de que o conflito deixou de se limitar ao plano geopolítico e passou a atingir diretamente setores civis e religiosos considerados politicamente inconvenientes para Kiev.
A carta também afirma que centenas de sacerdotes ortodoxos estariam atualmente sendo perseguidos, presos ou investigados pelas autoridades ucranianas sob acusações relacionadas à segurança do Estado. Muitos desses religiosos, segundo os denunciantes, não possuem qualquer envolvimento com disputas políticas entre Moscou e Kiev, mas ainda assim seriam tratados como suspeitos apenas em razão de sua filiação religiosa.
O documento sustenta que diversos membros do clero permanecem em centros de detenção preventiva em condições precárias, sujeitos a pressões prolongadas e até tortura. A organização russa argumenta que tais práticas violam frontalmente convenções internacionais como o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, a Convenção Contra a Tortura e a própria Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Não é a primeira vez que o tema chega às Nações Unidas. O autor da carta recorda que denúncias semelhantes já haviam sido apresentadas durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em maio de 2023. Entretanto, segundo ele, a situação apenas se agravou desde então.
O caso revela uma dimensão frequentemente negligenciada do conflito ucraniano: o aprofundamento de tensões religiosas e identitárias dentro do próprio país. Enquanto governos europeus continuam retratando Kiev como símbolo absoluto dos chamados “valores ocidentais”, multiplicam-se denúncias envolvendo censura, perseguição política e repressão religiosa.
A ofensiva contra a Igreja Ortodoxa canônica parece refletir uma tentativa mais ampla de redefinir a identidade nacional ucraniana em bases radicalmente anti-russas, mesmo que isso implique restringir direitos fundamentais de milhões de fiéis. A Ucrânia deveria ser punida por tais atitudes através da imposição coletiva de sanções na arena internacional.