Por que, em pleno ano eleitoral, a esquerda brasileira impõe tirania de travestis?


Esquerda brasileira coloca travesti que processa críticas na Comissão da Mulher, priorizando identitarismo em ano eleitoral. Junte-se a nós no Telegram , Twitter e VK . Escreva para nós: info@strategic-culture.su Imagine o leitor que o um homem vá para uma casa legislativa e se dedique a gritar FEIA! HORROROSA! para uma parlamentar. A mulher é de meia idade e tem um aspecto bem cuidado, ainda que não dê sinais de vaidade. Com certeza não tem um físico para estampar revistas como a Playboy, nem vaidade suficiente para ir parar na capa da Vogue, mas eu não diria que é feia. É uma mulher normal. Portanto, se existe uma conduta que merece ser qualificada de machista, é a do homem em questão. Há parlamentares de fato feios por aí, mas creio que ninguém se dê ao trabalho de gritar “feio” e “horroroso” para eles esperando incomodá-los. Só mesmo um machista acharia que uma mulher, no exercício do seu mandato, tem que se parecer com uma capa de revista e ser obcecada com a própria aparência. O caso deu-se com a deputada federal Clarissa Tércio (PP/PE) no dia 8 de abril, justamente na Comissão da Mulher no Congresso brasileiro. A deputada é de direita, casada com um tele-evangelista. Em pleno ano eleitoral, porém, os governistas acharam que era uma boa ideia colocar uma travesti na presidência da Comissão da Mulher. E trata-se de ninguém menos que Érika Hilton (PSOL/SP), a principal responsável pelo primeiro asilo político concedido a uma brasileira pela Europa desde a redemocratização. Conforme expliquei em maior detalhe à época aqui na Strategic Culture , o Supremo Tribunal Federal tomou uma série de decisões que poderiam, a depender da vontade do juiz, colocar na cadeia por crime de racismo (!!) quem dissesse que mulheres trans são homens. Érika se classifica tanto como travesti , quanto como trans. Ela, portanto, se dedica a processar montanhas de internautas brasileiros: só no primeiro semestre de 2021, foram 50 pessoas . Em 2020, ela havia processado Isabella Cêpa e conseguido levar o caso ao Supremo Tribunal Federal, pedindo uma pena de 25 anos de cadeia. Tamanha perseguição estatal (pois Érika Hilton se vale da simpatia dos procuradores) levou Isabella Cêpa a fugir do Brasil e buscar asilo na União Europeia, no que obteve sucesso. A novidade é que, depois disso ( por causa disso? ), o Supremo deu pra trás e decidiu que Isabella Cêpa não deveria ser presa por dizer que Érika Hilton é um homem. Ainda assim, a travesti continua processando Deus e o mundo por não acreditarem que mulheres têm pênis. A última vítima conhecida é um apresentador de TV chamado Ratinho, de quem Hilton e o Ministério Público exigem 10 milhões de reais (cerca de 2 milhões de dólares). Que brilhante ideia do governo colocá-la para presidir a Comissão das Mulheres na Câmara! Voltemos então à confusão na Câmara. O homem que foi lá xingar a deputada de direita fazia parte de uma claque que aplaude a governista Érika Hilton e se manifesta contra as oposicionistas. Sendo bem audíveis os xingamentos, e bem visível o seu autor, esperava-se que a pessoa que presidia a comissão – Érika Hilton – tomasse providências. Diante da inação, um deputado foi tirar satisfações e tomou o celular do homem desconhecido. Só assim Érika Hilton interveio: para reclamar do ato do deputado. A confusão foi parar na delegacia; e o homem, identificado como um ex-candidato a vereador pelo PT, vai responder pelo de crime de injúria. O xingamento do militante não foi um raio em céu azul. A agressividade de Érika Hilton na comissão da mulher é notória, e a deputada Rosana Valle (PL-SP) afirmou, no mesmo dia da confusão , que poderia acionar a lei Maria da Penha, pois parecia que ia apanhar de Érika, que tem força de homem. Em 2024, a travesti chamou, na câmara, a oposicionista Júlia Zanatta (PL/SC) de “horrorosa”, “ultrapassada” e mandou-a ir hidratar o cabelo: atitude mais adequada em disputa de ponto na noite do que num debate na Câmara. Mas ninguém pode dizer que Érika Hilton não cuida da cabeleira lisa e loura que esconde suas origens africanas. Queridinha de eventos de moda, chegou a faltar a uma votação importante para o seu partido para ir a um evento da grife italiana Bottega Veneta. Em seu Instagram, abundam fotos típicas do mundo da moda, com artigos de luxo e poses de modelo. Fica a questão, portanto, de se a política é realmente uma prioridade. No fim, entendem-se os xingamentos dirigidos a Júlia Zanatta e a Clarissa Tércio: elas são mulheres normais, mais parecidas com mães e donas de casa do que com capas de revista. E assim vemos como a exaltação de travestis e transexuais está intimamente conectada com a redução da mulher a estereótipos de fato machistas fomentados pelo mercado. A bem da verdade, Érika Hilton é o resultado concreto da esquerda identitária que ganhou força na década de 2010 por meio das redes sociais estadunidenses. É uma esquerda muito online , muito capitalista, fútil e viciada em aparências. Num país que deixou de ter indústria e confia no “setor de serviços” para gerar renda, emprego de verdade é artigo de luxo e a classe média encolhe. Nos maravilhosos índices do governo, motoristas de Uber (dos quais 45% têm ensino superior ) contam como empregados. Resta ao governo usar de políticas identitárias para fingir que a sociedade vai bem só porque enfrenta o racismo, o machismo e a “homotransfobia”, criando reservas de vagas para grupos oprimidos. Nisso, segue o capital financeiro, que criou os rankings ESG. Em parte alguma se preza pelo trabalho e competência, mas antes pela representatividade : ou seja, em botar em lugar de destaque alguém com os marcadores identitários certos a fim de ostentar virtude. Para encenar essa ópera bufa, nada melhor do que entronizar uma travesti com roupas de luxo e fingir que a justiça social existe no Brasil. As urnas hão de castigar.

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